• O efeito de estufa

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      Designa-se por efeito de estufa o processo natural responsável pela regulação da temperatura na terra.

       

      A radiação direta do sol é absorvida à superficie, e determinada quantidade de calor acaba por ser reflectida pelo Planeta e devolvida pelas moléculas de determinados gases existentes na atmosfera.

       

      Quando se aumenta a concentração destes gases no ar, rompe-se o equilíbrio natural e é devolvida uma quantidade maior de radiação, que acaba por produzir um aumento artificial da temperatura. Este ato tem como consequências a desertificação, a diminuição das massas de gelo nos pólos ou as inundações.

       

      Nesse sentido, a atmosfera atua como uma espécie de vidro de uma estufa: permite a passagem de luz, mas não deixa escapar o calor recolhido junto da superfície. É este fenómeno que contribui para o aquecimento do nosso planeta.

       

      Muito embora o efeito de estufa mantenha a superfície da Terra aquecida e com uma temperatura amena, a excessiva concentração de dióxido de carbono e outros gases na nossa atmosfera, origina a redução da libertação de calor para o espaço, provocando um aumento médio desta temperatura e um aquecimento global do Planeta.    

      O PROTOCOLO DE QUIOTO

      As alterações climáticas são o resultado mais grave e importante decorrente do aumento do efeito de estufa. Para diminuir ao máximo as suas consequências, 36 países industrializados assinaram, em 1997, o Protocolo de Quioto, cujo principal objectivo se centrou na redução global das emissões de gases de efeito de estufa.

       

      LEMBRE-SE...

      A utilização dos veículos e dos combustíveis fósseis, o aquecimento e o consumo elétrico e a falta de racionalização de consumos são, atualmente, fortes contributos e principais responsáveis pelas emissões de CO2 para a atmosfera, aumentando em grande escala o efeito de estufa.

  • Etiqueta Energética

    • Um dos grandes núcleos de consumo de energia é a nossa habitação. Esse consumo depende de algumas variáveis, de entre as quais se destacam a qualidade de construção da habitação, o nível de isolamento, o tipo de eletrodomésticos adquiridos e a utilização que lhes damos.

       

      ELETRODOMÉSTICOS                                

      Hoje em dia, comprar um equipamento eficiente é extremamente importante e o nível de eficiência é fácil de identificar, graças à existência da já conhecida etiqueta energética.

       

      O seu âmbito de utilização é comum em toda a Europa e, segundo a legislação vigente, é obrigatório que o vendedor exiba a etiqueta energética de cada modelo de eletrodoméstico, da mesma forma que se obriga ao fabricante a apresentação dos valores que avaliam determinado modelo de eletrodoméstico. Desta forma, permite-se que, de uma forma rápida e eficaz, o consumidor tenha acesso a toda a informação relacionada com o desempenho energético de determinado eletrodoméstico. 

       

      Existem 7 classes de eficiência, identificadas por um código de cores e letras que vão desde o verde para a letra A, no caso dos equipamentos mais eficientes, até ao vermelho para a letra G, no caso dos equipamentos menos eficientes.  

       

      LEMBRE-SE...

      Ao comprar um eletrodoméstico, certifique-se do consumo energético do equipamento e opte, sempre que possível, pelos de classe A, pois são energeticamente mais eficientes. Para além disso, é igualmente importante que tenha em consideração as dimensões do equipamento, e que a compra vá, de fato, ao encontro das suas necessidades.

  • Iluminação

    • Luz é vida! Daí a importância da iluminação no dia a dia de todos nós, representando cerca de 10 a 15% do consumo total de electricidade em qualquer habitação. A utilização da luz natural deve ser uma prioridade máxima, utilizando-se a iluminação artificial apenas quando necessário e de modo responsável.

       

      Para oter uma uma boa iluminação, deverá analisar as necessidades que cada uma das zonas da casa requer, já que nem todos os espaços precisam da mesma luminosidade, nem durante o mesmo período, nem com a mesma intensidade. Existem diferentes tipologias de lâmpadas que importa ter em linha de conta, uma vez que a sua utilização poderá influenciar os consumos energéticos em sua casa.

       

      LÂMPADAS DE BAIXO CONSUMO OU COMPACTAS

      Tratam-se de tubos fluorescentes que têm sido progressivamente adaptados aos vários tamanhos e formas atualmente existentes no mercado. Apesar de serem mais caras quando comparadas com as tradicionais, duram cerca de oito vezes mais e proporcionam a mesma luz, poupando cerca de 80% em energia quando comparadas com as lâmpadas incandescentes.

      Nesse sentido, é totalmente recomendada a sua utilização, desde que não seja em espaços em que o acender e apagar seja muito frequente, na medida em que este comportamento reduzirá significativamente o seu tempo de vida útil.

       

      LÂMPADAS FLUORESCENTES TUBULARES

      Apesar de serem mais dispendiosas do que as lâmpadas incandescentes, revelam-se mais eficientes, pois consomem até menos 80% de electricidade para a mesma emissão luminosa e têm uma duração entre 8 a 10 vezes superior.

       

      LÂMPADAS INCANDESCENTES

      Apesar de serem as mais baratas, são as que apresentam um maior  consumo eléctrico e uma menor durabilidade (1.000 horas). Assim sendo, a sua eficiência é bastante reduzida.

       



  • Reciclagem ou Valorização dos Resíduos

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      Sabia que cada um de nós produz, em média, cerca de 1,4 kg de resíduos domésticos por dia? 

       

      Cada vez mais a valorização dos resíduos está no centro das preocupações ambientais e sensibilizar o cidadão para a política dos 3R’s (Redução, Reutilização e  Reciclagem de resíduos) é uma imprescindível meta a atingir, cujos reflexos são visíveis ao nível:

      • da poupança de recursos,
      • do combate às alterações climáticas, 
      • da redução da poluição, 
      • do limite na ocupação de solos para deposição de lixos, 
      • da importante criação de postos de trabalho,
      • da contribuição para um modelo de desenvolvimento sustentável,
      • da contribuição para um ambiente significativamente melhor.

       

       

      SABIA QUE...

      • Por ano, um automóvel produz, em média, quase quatro vezes o seu peso em dióxido de carbono.
      • Para se decompor na natureza, o vidro leva milhares de anos, sendo 100% reaproveitado, e podendo parte dele ser reciclável. O vidro não produz resíduos na hora da reciclagem e economiza 30% de energia elétrica. O vidro nunca acaba, pode ser reciclado indefinidamente.
      • Uma tonelada de papel reciclado poupa cerca de 22 árvores, economiza 71% de energia elétrica e polui o ar 74% menos do que se fosse produzido de novo.
      • Por cada 100 toneladas de plástico reciclado evita-se a extração de uma tonelada de petróleo.
      • 3 kg de resíduos orgânicos dão origem a 1 kg de fertilizante.
      • Poupam-se 400 quilos de areia para fabricar uma tonelada de vidro, a partir do vidro que se coloca no contentor verde.
      • Se se depositarem os lixos recicláveis nos ecopontos reduz-se a quantidade de lixo a depositar no aterro sanitário.

       

       

      LEMBRE-SE...

      • Proceda à separação dos diferentes lixos.
      • Em casa e no trabalho, procure reutilizar, sempre que possível, o papel preferindo as versões electrónicas dos documentos.
      • Opte por adquirir produtos de tamanho familiar, reduzindo assim o número de embalagens individuais.
  • Férias cheias de energia...

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      E eis que estamos de volta às férias merecidas depois de mais um ano que passou a correr.

      Agora voltam os pequenos-almoços prolongados com constantes idas ao frigorífico para tirar mais um iogurte, mais um peça de fruta, mais um pouco de queijo... voltam os mergulhos na praia, as brincadeiras na piscina, as emoções dos parques aquáticos, os duches antes de sair, para jantar... voltam os serões prolongados em jogos para toda a família, conversas de um ano inteiro, novelas e filmes até de madrugada, noites de juventude vivida ou revisitada em bares e discotecas, espectáculos e eventos onde tudo é luz e som... enfim, dias cheios de actividades que nunca se repetem; de energias que se repõem de forma energética.

      Mas o tempo de férias também deve ser aproveitado para vivermos de forma mais consciente nos consumos, nos desperdícios e de restabelecer o nosso equilíbrio com actividades menos poluidoras e energeticamente mais eficientes. Em poucas palavras damos-lhe as dicas essenciais para entrar na moda.

      AS FÉRIAS RENOVÁVEIS ESTÃO IN!

      Antes de sair de férias:
        - Desligue todos os aparelhos eléctricos das tomadas da parede. Equipamentos como impressoras, caixas de som, discos externos e outros periféricos interligados gastam energia mesmo em off.
        - Não deixe luzes ligadas para evitar assaltos. É preferível passar na esquadra do seu bairro e solicitar a vigilância especial da sua casa que, além de mais barato também é mais seguro;
        - Feche a torneira de segurança da água – evita que alguma torneira fique a pingar e previne inundações.
        - Faça a revisão ao seu automóvel – poupará na gasolina e poluirá menos.
        - Não sobrecarregue o automóvel com bens que pode adquirir na zona para onde vai. Poupa na gasolina, na emissão de CO2 e aumenta a segurança de toda a família.

      Durante as férias:
        - Nas piscinas: não exagere no tempo que passa debaixo do chuveiro antes e depois de entrar na piscina; cuide para que as brincadeiras dos mais pequenos não façam sair a água da piscina.
        - Na praia: evite usar garrafas e copos de plástico em excesso – leve um copo reutilizável para cada elemento da família; reutilize as garrafas de sumos.
        - Em casa:  leia livros da biblioteca local, em vez de os comprar – além de poupar dinheiro e dinamizar os serviços da região que escolheu para as suas férias, ainda evita o abate de árvores usadas no fabrico de papel e reduz as emissões de CO2;
        - No restaurante: peça que embrulhem as sobras do seu jantar e faça com elas uma refeição de “roupa velha”.
        - Seja solidário: optar por ocupar as suas férias numa missão de solidariedade é uma excelente opção que além de lhe permitir contribuir para um mundo mais positivo ainda o/a poderem levar a todos os cantos do mundo. Estas serão com certeza férias inesquecíveis.

  • De pequenino se traça o destino.

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      O mundo não é só dos grandes!
      Nem é só dos pequeninos...
      O  mundo é de todos, por isso também é um bocadinho teu.
      Se não o queres perder tens que cuidar dele, como cuidas dos teus brinquedos ou dos teus tesouros.
      Aprende alguns truques para manteres o mundo limpo, saudável e cheio de energia.



      MATAR A SEDE SEM MATAR O AMBIENTE.

      Sabias que todos os anos são deitados para o lixo 4 biliões (4.000.000.000) de pacotinhos de sumo vazios?
      Ora, se a terra tem 6 biliões de pessoas, bastam 2 anos haver mais pacotes de sumo no lixo que pessoas na terra!!



      TU PODES AJUDAR A MUDAR ISTO!

      Esquece os sumos de pacote. Pede à tua mãe para te colocar os sumos da escola numa garrafa térmica ecológica e reutilizável.
      Assim poupas energia porque se fabricam menos pacotes e poupas o ambiente porque se deitam menos pacotes para o lixo.

       


                     





      REVISTAS VELHAS, BRINCADEIRAS NOVAS.

      Gostas de ler? Pedes revistas aos teus pais? Fazes muito bem pois aprender nunca é de mais. Mas depois de as leres, deitas as revistas para o lixo?
      Então se tu e os teus pais lerem 4 revistas por semana, ao fim de 1 ano são 45kg de papel deitado para o lixo. Se juntares os jornais e os panfletos de publicidade que todos os dias encontras na caixa do correio verás que cada família é responsável por muito papel que acaba no aterros, a poluir o ambiente.

       

      TU PODES AJUDAR A MUDAR ISTO!

      Aproveita as revistas velhas para novas brincadeiras. Há muitas coisas que podes fazer: forrar livros velhos com recortes, decorações de parede, aviões, barcos, chapéus e muitos outros origami. Se apenas te interessa um artigo da revista opta por consultá-la on line – além de poupares papel ainda poupas a tua carteira. Na hora de deitar fora, separa o papel do outro lixo, rasga-o em pedaços pequenos (amassar ocupa mais espaço no transporte) e deita-o no ecoponto azul.

       

  • Com pequenos gestos se faz a diferença

    •   - Ao tomar o seu duche: enquanto a água quente não chega à torneira recolha-a num garrafão de água - poderá usá-la para lavar o chão, ou mesmo para a cozinha;
        - Tome duches rápidos e feche a torneira enquanto se ensaboa;
        - Evite abrir permanentemente a porta do frigorífico;
        - Opte por produtos com menos embalagem
        - Leve os seus próprios sacos para as compras;
        - Procure cooperativas e produtores locais para se abastecer de produtos naturais – ajuda a população autóctone e reduz o consumo de produtos que têm um gasto extra de transporte e refrigeração;
        - Use produtos naturais como borras de café e cravinho para espantar as formigas;